- QUANDO ESTIVER PRONTO(A), APERTE O PLAY E LEIA.
Estava chovendo la fora toda vez que chove me lembro de você, que saudades de ti, saudades da suas mensagens de “eu te amo” que me mandava antes de se deitar, agente sempre ficava debaixo das cobertas quando fazia esse frio que ta fazendo hoje, eu fazia cocegas em você, e você danadinha me mordia bem forte, eramos um casal tão feliz, o assunto nunca acabava, eu ficava te enchendo o saco o e você ficava fazendo piadas sobre mim, não eramos normal ficávamos rindo ate perder o folego de minhas palhaçadas, você até babou em mim uma vez de tanto que riu
Esse tempo bom nunca mais ira voltar… o dia estava tão perfeito, nenhuma nuvem no céu, era sexta feira, eu você e minha irmãzinha, ela tinha apenas 8 aninhos, estava aprendendo a andar de bicicleta, pensei que o dia seria normal como toda sexta fazíamos, ir para a pracinha e ficar sentados debaixo da grande arvore, a unica coisa de diferente que eu esperava que ia ter naquele dia, era eu ensinar minha maninha a andar de bicicleta, e foi isso que aconteceu, você sentou debaixo da arvore,enquanto isso do outro lado, eu segurei a bicicleta e fui acompanhando o ritmo da minha irma ela sorria, dava aquela gargalhada bem gostosa, ela pegou o jeito fácil em menos de meia horinha, ela já estava conseguindo andar numa boa, estava tão distraído com ela que nem percebi que você estava no chão lutando para viver, eu sai correndo para ver o que estava acontecendo, você estava sem ar, eu tentei procurar seu broncodilatador na mochila ma não encontrei, droga amor por que você tinha esquecido sua bombinha de asma naquele dia? então eu peguei sua chave e sai correndo em direção a sua casa, o caminho que demorávamos 40 minutos para fazer eu fiz em 15, estava com medo não queria te perder, cheguei na sua casa seu pai estava lavando o carro la fora, ele me viu e perguntou o que eu estava fazendo ali, eu disse que você estava na praça sem sua bombinha, ele logo ja intendeu correu para dentro da casa eu também entrei, começamos a procurar aquela maldita bomba em todos os lugares, não achávamos eu procurava já chorando, quando me lembrei que você a guardava na gaveta debaixo de sua escrivaninha, eu corri para teu quarto e achei seu pai ja estava la fora ligando o carro, ele dirigiu como um louco, não era só eu que não queria te perder naquele dia, chegamos seu pai mau parou o carro e eu ja tinha pulado para fora correndo para onde você estava, minha irmãzinha chorava segurando sua mão eu cheguei, você olhou para mim, você estava chorando, eu coloquei a bombinha na sua boca… nada aconteceu… que droga era pra você conseguir respirar, o broncodilatador estava sem o remédio, não acreditei eu te abracei chorando e pedindo desculpas, eu peguei tudo menos o maldito remédio […] desculpa eu amor? me perdoa? eu sou um burro! […] você não conseguia respirar mais, que agonia ver minha pequena ali no chão lutando para conseguir puxar um pouco de ar, e no ultimo suspiro de vida dela, ela lutou puxando todo o ar que conseguiu, segurou minha mão e disse baixinho no meu ouvido “Amor eu te amo”
Ela se foi,as ultimas palavras delas foram “Amor eu te amo” nunca vou esquecer isso, essas tres palavras vão me torturam pelo resto da minha vida, me culpo todas as noites por não ter pegado o remédio dela naquele dia, se eu tivesse pensado certo, talvez não estaria aqui chorando hoje, você sempre dizia para mim que era minha anjinha, pois é, prefiro acreditar que você não se foi, prefiro acreditar que você esta ai em cima cuidando de mim, minha anja da guarda.
-Cristian Fernandes (rascunhos-de-um-skatista)





